Reprodução/CGN CascavelPonteira da seleção de vôlei denuncia racismo contra namorado: "São covardes"
Helena Wenk, jogadora do Sesc-Flamengo e da seleção brasileira feminina de vôlei, usou o Instagram para denunciar ataques racistas direcionados ao seu namorado, o jogador de basquete Lucas Barbosa.
A ponteira Helena Wenk, de 21 anos, tornou pública a situação nas redes sociais após ser obrigada a desativar os comentários de todas as suas publicações no Instagram. Os ataques eram direcionados a Lucas Barbosa, 26 anos, jogador de basquete com passagens por Tijuca e Botafogo, com quem Helena está em um relacionamento desde maio de 2025.
Segundo a atleta, perfis criados especificamente para disseminar discriminação enviavam notificações diariamente, tanto a ela quanto a Lucas. Ela relatou ter apagado, bloqueado e denunciado os conteúdos repetidamente, mas sem conseguir encerrar os ataques.
"Todos os dias, eu e ele recebemos notificações de pessoas desse tipo no meu perfil!! Nós apagamos, bloqueamos, denunciamos, fazemos tudo que está no nosso alcance, mas isso continua… São pessoas tão covardes que criam perfis só para isso, porque toda vez que entramos (elas) têm 255 seguidores", desabafou a jogadora.
Helena destacou o caráter racial dos comentários recebidos. "Vejo muitos comentários sobre: Nossa, que feio, Nossa, que mau gosto, Está com ela só por interesse. E todo mundo sabe que não é sobre beleza, e sim sobre cor de pele!!!", escreveu, questionando ainda por que os ataques ocorrem mesmo em postagens em que Lucas não aparece.
A jogadora informou que desativou os comentários em todas as suas postagens como forma de se proteger, admitindo não ter controle sobre os perfis que propagam ódio nas redes. Ela também pediu que seguidores denunciassem as contas envolvidas, já que os perfis bloqueavam a possibilidade de serem mencionados.
No perfil de Lucas Barbosa, amigos e seguidores prestaram apoio ao jogador e compartilharam manifestações contra os ataques. Uma colega publicou: "Nós, negros, não devemos aceitar esse tipo de preconceito. Não devemos nos calar. Racismo não terá espaço."
Fonte: CGN Cascavel